quinta-feira, 13 de outubro de 2016

DONOS DE PARQUES APREENSIVOS COM PROIBIÇÃO DE VAQUEJADA

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal que julgou inconstitucional  a lei cearense 15.299/2013, que regulamentava os espetáculos de vaquejada no estado, os donos de parques  de vaquejada estão apreensivos e contabilizam prejuízos, caso a decisão vigore. O comerciante e dono do parque  e haras João Peixoto Maia, Antônio Fernandes Maia, conhecido por Antônio Abelha(foto) assegurou, "se prevalecer esta decisão os cavalos vão ser soltos e ficam sem valor, é um grande prejuízo não só pra mim, mas para muitas pessoas". Ele calcula em R$ 270.000,00 seu plantel formado por 18 animais(12 éguas e 6 cavalos), que produz por ano uma média de 20 potros,   vendidos ao preço de 2 a 4 mil reais. As estrelas do haras é o garanhão El Dondi, comprado por  R$  60.000,00  e a égua  Odalisca que está coberta do cavalo Rolan Jack  um dos melhores do país, cuja cobertura  foi  R$ 12.000,00. Além de um plantel caro, Antônio investiu  muito na atividade, estruturou o parque, comprou um caminhão para transportar os cavalos, e paga três homens para todo dia tratar e treinar os animais. No período de sua vaquejada ele contrata 25 pessoas. José Alves Belo, o Zé Jaguaribe, é o  dono do parque  Dois Irmãos, e contesta a decisão de proibir as vaquejadas, para ele "vai ficar ruim para quem possui cavalo, que vai perder valor", e acha que seria melhor  "organizar as regras para evitar maus tratos, como abolir as esporas, açoites e usar protetor de calda". O vaqueiro Zé Jaguaribe iniciou sua atividade aos 12 anos de idade. FILHO - Conta Antônio Abelha que o apego aos cavalos vem desde a adolescência, quando morava na zona rural, porém a decisão de investir no negócio foi em 2011 "por conta da seca, troquei  a vacaria por cavalo que dar menos despesa". Dois fatos Antônio faz questão de citar, como motivos da sua preferência pelos animais. Em 1986 ele tinha um bar e para atrair os clientes comprou uma radiola que tocava música de vaquejada, "esta é a minha relíquia que não vendo por dinheiro nenhum", diz ele. O segundo foi um pedido  do filho Alan que quando completou 5 anos pediu de presente ao pai um cavalo. Cinco anos depois o menino pediu novamente, ai Antônio comprou o cavalo, mais disse, "você cuidar  dele, mas não pode deixar de estudar". Hoje Alan cursa  faculdade em  Fortaleza, mas não se afasta dos cavalos, através da  internet acompanha e indica ao pai os melhores cavalos para comprar. Ao lado de outro filho, Júnior(foto), o comerciante mostra os inúmeros troféus  conquistados  nas várias vaquejadas que participou. HARAS - O vaqueiro  e tratador de cavalos Tapioca(foto)  expõe no sorriso  a satisfação  pelo que faz desde os 15 anos, mas ao mesmo tempo  diz, "pra mim será uma tristeza muito grande se acabar vaquejada". Diz Júnior Abelha que ele, o pai e o irmão  Alan são filiados à Associação dos Vaqueiros de Morada Nova, inclusive foi  esta associação que promoveu um protesto contra a proibição de vaquejada. Está programada para o dia 25 de outubro uma manifestação em Brasília, e Antônio já confirmou  que vai.









Nenhum comentário:

Postar um comentário